O Ibovespa abriu a semana em leve alta, refletindo o otimismo do mercado após a divulgação do Boletim Focus. Por volta das 11h10 desta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, o principal índice da B3 operava com valorização de 0,34%, alcançando os 136.808 pontos. Na última sexta-feira, o índice havia encerrado o pregão praticamente estável, com recuo de 0,01%, aos 136.340 pontos.
Além da movimentação do Ibovespa, os investidores também acompanharam a cotação do dólar, que subiu 0,22% e era negociado a R$ 5,41. O cenário interno foi fortemente impactado pela atualização das expectativas econômicas no Boletim Focus, que trouxe mudanças relevantes nas projeções de inflação e crescimento.
Boletim Focus: inflação abaixo de 5% em 2025
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, trouxe novidades importantes. Pela primeira vez no ano, a projeção do IPCA para 2025 ficou abaixo de 5%, recuando de 5,05% para 4,95%. Apesar disso, o número ainda permanece acima do teto da meta de inflação.
Para os anos seguintes, as expectativas seguiram em trajetória de estabilidade. Em 2026, a estimativa foi ligeiramente reduzida de 4,41% para 4,40%. Já para 2027 e 2028, as projeções permaneceram em 4% e 3,80%, respectivamente. O relatório também manteve a taxa Selic projetada em 15% ao fim de 2025.
Projeções para PIB e câmbio
As estimativas para o PIB permaneceram em 2,21% em 2025 e 1,87% em 2026, com pequeno ajuste para 2027, de 1,93% para 1,87%. Em relação ao câmbio, o Focus manteve a previsão de R$ 5,60 para o fim de 2025, além de R$ 5,70 para os anos de 2026 a 2028, refletindo estabilidade nas expectativas para a moeda americana.
Indicadores econômicos em destaque
Outro dado relevante foi a divulgação do IGP-10, que registrou alta de 0,16% em agosto, após queda de 1,65% em julho. No acumulado do ano, o índice tem retração de 1,27%, enquanto em 12 meses apresenta alta de 2,84%. O avanço foi impulsionado pelo minério de ferro e pela soja.
O IBC-Br, considerado a prévia do PIB, mostrou queda de 0,1% em junho, abaixo da expectativa de crescimento de 0,10%. Apesar disso, o trimestre encerrado em junho teve avanço de 0,3%. Na comparação anual, a economia cresceu 1,4% em junho de 2025 frente ao mesmo mês de 2024, acumulando expansão de 3,9% em 12 meses.
Agenda e eventos no Brasil
No campo político e econômico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou do fórum “Futuro Sustentável” em São Paulo, promovido pelo Financial Times e pela CNBC. Além disso, o presidente Lula e o presidente do Equador, Daniel Noboa, concederam uma declaração conjunta à imprensa nesta segunda-feira.
No cenário externo, destaque para a reunião em Washington entre o presidente americano Donald Trump, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky e líderes europeus, com foco em propostas de paz. O encontro aconteceu após conversas sem avanços com o presidente russo Vladimir Putin.
Mercados internacionais
Os mercados internacionais também movimentaram o humor dos investidores. Na Ásia, os índices fecharam em alta, com destaque para o Nikkei 225, do Japão, que avançou 0,77% e renovou recorde histórico. O CSI 300 da China subiu 0,88%, enquanto Taiwan ganhou 0,61%. Em contrapartida, a Coreia do Sul registrou queda de 1,5% no Kospi.
Na Europa, o Stoxx 600 operava estável, com variação de -0,01% no mesmo horário, refletindo cautela antes das reuniões políticas. O DAX da Alemanha caía 0,22%, enquanto o CAC 40 da França recuava 0,60%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, mostrava leve alta de 0,09%.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam em leve queda. O S&P 500 recuava 0,05%, o Nasdaq 100 caía 0,07% e o Dow Jones Futures perdia 0,06%, refletindo a expectativa do mercado em torno da política monetária americana e dos indicadores econômicos.
Conclusão
O início da semana para o mercado financeiro foi marcado por uma leve alta do Ibovespa e pela divulgação do Boletim Focus, que trouxe um alívio ao indicar inflação abaixo de 5% para 2025. Apesar da cautela nos mercados internacionais, o cenário interno mostrou resiliência diante das incertezas externas e dos dados econômicos recentes. O investidor deve seguir atento às movimentações da economia global e às decisões políticas, que podem influenciar diretamente o desempenho da bolsa brasileira.






